A pandemia não “aposentou” a mídia tradicional

Depois que a pandemia tomou essa enorme proporção tudo mudou. Desde então vemos por aí muitas pessoas afirmarem que a mídia tradicional está morrendo, o que muita gente não sabe é que olhando mais a fundo, ao analisar alguns dados recentes, essa afirmação é facilmente desmistificada pelos números expressivos do aumento de audiência de alguns desses meios.



Os índices sofreram alterações ao redor do mundo inteiro. E tais números trazem diversos insights, seja para as ações de publicidade ou até mesmo nas relações públicas — mídia espontânea. Segundo estudo recente da Kantar IBOPE Media, o rádio possui uma média de consumo de 4h33. Ele atualmente alcança 83% dos brasileiros. Dentro do recorte, a pesquisa aponta que conteúdos noticiosos são os temas mais procurados por 70% dos ouvintes.

Outro dado que chama bastante atenção neste estudo é o fato de que a maioria escuta rádio em casa, exatamente 70% dos ouvintes. O que elimina aquela falsa sensação de que as pessoas só consomem rádio quando estão estagnadas dentro do carro no trânsito. Vale ressaltar ainda a importância da mídia digital para os meios tradicionais. O digital pode ser utilizado como um complemento na audiência do tradicional e não necessariamente ser segregador do público. O que nos leva a entender a importância de trabalhar com um “mix”, unindo os dois lados da moeda a fim de explorar o potencial em conjunto de ambos.

E a televisão segue o mesmo caminho do rádio: o tempo de consumo aumentou cerca de 20% durante este período de pandemia, segundo dados do Ibope. E o perfil do público também mudou bastante com relação aos últimos anos, com ênfase para o público mais jovem — o que surpreende, pois naturalmente já possui suas preferências por meios digitais.

E por fim, o perfil do consumidor mudou e vai continuar mudando. Para Gabriel Roveri, Diretor de Mídia da Talent Macel, a discussão atual parece estar mais baseada na qualidade do conteúdo consumido do que propriamente na mídia que está sendo utilizada.