Marketing B2B e B2C: tendências para a retomada

Foco maior na execução de projetos (56%), realocação de budget (52%) e mudança de conteúdo (51%) são as prioridades dos executivos de marketing para os próximos seis meses. Os dados são da pesquisa Tendências e Comportamento de Marketing no 2020, realizada pelo LinkedIn com 300 profissionais de marketing do Brasil que atuam em empresas com estratégias de negócio B2B (150), B2C (100) e mistas (50). Veja abaixo mais dados do levantamento.

Nos próximos três meses, as preocupações são distintas entre as empresas B2B e B2C. Para as campanhas com foco em negócios, redução do time de trabalho (11%), falta de colaboração (9%) e foco maior na tática (9%) são os principais desafios. No caso de quem lida com o consumidor final, corte no orçamento (15%), redução do investimento em mídia (10%) e mudança do evento físico para o virtual (9%) são as preocupações. Além disso, os profissionais de empresas B2B e mistas acreditam que os eventos virtuais continuarão tão eficazes quanto os presenciais. No entanto, para 53% dos profissionais B2C, essa não será a realidade.

Apesar dos desafios em vista, uma margem entre 40% e 52% dos entrevistados se sentem otimistas em aspectos como uma rápida recuperação e o sentimento de que a recessão será breve; a possibilidade de manter o uso de tecnologia e o trabalho virtual; a oportunidade de redefinir papéis no negócio e o poder redirecionar o negócio para o que importa. Mais da metade da amostra (55%) acredita que essas mudanças terão continuidade e mudarão a maneira como os profissionais de marketing trabalharão no futuro, mas acreditam que o impacto será de curto prazo.

Já o principal desafio enfrentado pelos executivos de marketing neste período de pandemia foi o corte de orçamento (73%), seguido de redução no time (58%) e redução do investimento em publicidade e o replanejamento das atividades (53%). Em contrapartida, o trabalho em casa (55%), os novos recursos (51%) e a aceleração da transformação digital (51%) foram resultados positivos gerados a partir das medidas adotadas.

“É uma crise que exige que as marcas de todos os países do mundo, de todos os setores e tamanhos, adaptem suas mensagens, conteúdo e tom. O planejamento que existia a longo prazo mudou para curto prazo para exatamente ser o mais customizado possível. Os profissionais de marketing, se já não o faziam, passaram a pensar muito mais no diálogo e em como responder ao público-alvo num mundo digital. Até a publicidade que não era de performance, passou a ter seus resultados acompanhados mais de perto com reduções de equipes e orçamentos”, analisa Ana Moisés, executiva de soluções de marketing do LinkedIn para a América Latina.

Fonte: Meio & Mensagem

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