Diversidade: uma ferramenta para desenvolvimento de novos negócios

September 4, 2019

Olhe ao seu redor e analise: qual o perfil das pessoas com as quais você convive? A maioria é composta por homens brancos e heterossexuais? Ou você costuma conversar mais com grupos compostos por mulheres, negros, homossexuais, trans, pessoas com deficiência? O quanto a diversidade faz parte da sua vida?

Diversidade é uma palavra cada vez mais comum. Elas estão nas palestras corporativas; no aumento da representação política; nas manchetes de jornais; na luta por direitos e reivindicações dos grupos que compõem esse grande contingente chamado diversidade. Mas como e com qual frequência esse assunto está presente na estratégia do seu negócio? Você já se despertou para isso ou ainda acha que estamos falando de nicho?

Realizada com mais de mil empresas em 12 países, a pesquisa "Diversidade como alavanca de performance", da consultoria Mckinsey, mostrou que empresas com diretorias executivas mais diversas etnicamente têm 33% mais chances de serem mais lucrativas. A pesquisa também mostrou que essa realidade está ligada à diversidade de gênero no ambiente corporativo: companhias com executivas têm probabilidade 21% maior de ter negócios lucrativos. No entanto, como sabemos, esses grupos seguem sub-representados.

 

 

A falta de representação dentro das empresas priva todos nós, obviamente, de uma convivência mais rica em termos de diversidade cultural. Mas não é só. Deixamos de criar e ofertar inúmeros produtos e serviços para esses públicos.

A realidade é que não representamos o nosso próprio país. Os dados são claros sobre isso. O último censo do IBGE, de 2010, mostra que mais da metade dos 190 milhões de brasileiros se considera preto ou pardo. Também há mais mulheres: 97,3 milhões, enquanto os homens representam 93,4 milhões. Em outras palavras, não estamos direcionando os nossos negócios para um grande contingente populacional. Eles são a maioria, ainda que, infelizmente, sejam a minoria em direitos e representatividade.

E isso também quer dizer um amplo mercado consumidor a ser explorado. A pesquisa "Estilo de Vida 2018", realizada pela Nielsen, mostra que 96% das mulheres são responsáveis pelas compras e destinam mais de 20% da sua renda para o abastecimento doméstico. Especificamente sobre o público negro, o estudo "A Voz e a Vez - Diversidade no Mercado de Consumo e Empreendedorismo", realizado pelo Instituto Locomotiva, mostrou que o grupo movimenta R$ 1,7 trilhão por ano. Apesar disso, eles são sub-representados nas campanhas publicitárias: 90% dos protagonistas são brancos, de acordo com o estudo.

Essa é a hora e a vez das empresas se abrirem para a diversidade. Seja abrindo as portas para colaboradores com esse perfil e, assim, trazer mais ideias, inovação e lucratividade para as empresas. Ou, abrindo "nossa cabeça" para entender melhor esses consumidores - que são maioria e têm suas demandas e anseios historicamente ignorados. As empresas precisam mudar o foco de suas ações e incorporarem definitivamente essa pauta aos negócios.

 

Fonte: Mundo do Marketing.

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