Quem vive de orgânico é a Bela Gil: Facebook vai reduzir ainda mais o alcance das páginas

January 16, 2018

 

Essa semana nosso querido amigo Mark Zuckerberg fez um anúncio que mexeu com a cabeça e o coração de muitos publicitários pelo mundo. Segundo ele, o feed dos usuários do Facebook passará a exibir mais postagens de amigos, familiares e grupos, enquanto que o conteúdo das páginas comerciais será menos visto.

A intenção do Facebook agora é dar prioridade para a interação entre pessoas, por isso a alteração afetará todos os tipos de conteúdos, como textos, fotos e vídeos, a partir das próximas semanas. Isso significa que empresas e marcas vão ter que se esforçar ainda mais para atingir seus públicos por meio das páginas comerciais dentro da plataforma.

Conforme ele explicou: “Recentemente tivemos um retorno de nossa comunidade de que conteúdo público – posts de empresas, marcas e mídia – está consumindo os momentos pessoais que nos levam a nos conectar mais uns com os outros”. Markinhos ainda disse que o Facebook foi criado para ajudar as pessoas a permanecerem conectadas e, por isso, colocar amigos e familiares como prioridade é apenas uma espécie de “volta às raízes” da rede social.

O comunicado deixa claro que páginas de empresas, marcas e figuras públicas podem criar conteúdos que ajudem a aumentar as interações sociais entre as pessoas e que esses conteúdos serão muito bem-vindos. Mas, ainda assim, os posts de perfis pessoais terão sempre um peso maior no feed. Os usuários que quiserem continuar visualizando as postagens de páginas que seguem devem alterar suas preferências e selecionar as páginas favoritas.

Para quem vem prestando atenção no posicionamento do Facebook nos últimos anos, o anúncio de Zuckerberg não foi uma surpresa tão grande. A rede social tem feito alterações constantes e mostrado que a prioridade é sim colocar o fator humano acima do fator comercial. A diferença é que talvez agora isso seja bem mais perceptível.

Por quê isso tudo? Porque o Facebook é uma mídia, assim como a TV ou o rádio, e apesar de ter esse caráter “acessível”, o aumento do número de anunciantes competindo pelo mesmo espaço publicitário inevitavelmente leva ao aumento do valor do investimento. Por isso não há o que fazer além de aceitar os novos termos ou migrar para outras plataformas.

Para quem quer continuar com o Facebook, resta agora descobrir como tornar marcas e empresas mais relevantes, mais interativas e mais humanas. É preciso repensar a forma de trabalhar e, acima de tudo, procurar entender ainda mais a mente do público. O fator humano nunca foi tão valioso e quem sabe reconhecer isso vai sempre continuar sendo relevante.

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