iT – A Internet das Coisas

January 10, 2018

 

Durante o ensino médio a gente aprende que ecossistema é um conjunto de espécies que vivem em um determinado local e interagem entre si e com o meio ambiente de forma equilibrada. Esse conceito também é perfeito para definir o significado de internet das coisas, só que os animais são nossos objetos e eletrodomésticos e o ambiente é a nossa casa, cada vez mais digital e conectada.

 

Internet of Things, IoT, em inglês, é como é chamado o sistema de objetos inteligentes que estão conectados pela internet, podendo coletar dados e se adaptar aos hábitos de seus usuários. Mas não é como se você fosse tuitar pela geladeira, é muito mais complexo que isso – e não é nada futurístico, já está acontecendo na sua vida.

 

Imagine uma roupinha infantil que analisa a urina e os sinais físicos do bebê e avisa para os pais sobre como estão os níveis de hidratação, a respiração e a temperatura da criança, ou então imagine uma tranca de porta que detecta, fotografa e envia fotos dos visitantes para o celular do dono da casa, podendo inclusive destrancar a porta remotamente e distribuir chaves digitais para convidados. Nenhuma destas tecnologias é coisa de filme, elas já existem e são grandes exemplos do potencial da internet das coisas.

 

Com o barateamento de chips de conexão wireless, que viabilizam a conectividade de objetos como escovas de dente e cadeados de bicicleta, com o aumento do uso do armazenamento em nuvem, que significa mais espaço e segurança para guardar nossos dados, e com o aperfeiçoamento da geolocalização ultraprecisa, a internet das coisas sofreu um salto de evolução. Grande parte dessa (r)evolução se deve ao crowdfunding, ou financiamento coletivo, onde pessoas de todo o mundo se juntam para levantar dinheiro para que criadores possam desenvolver projetos nos quais todos acreditam, de uma maneira de independe de corporações ou governos. Graças a essa possibilidade de dar poder às pequenas ideias, o crowdfunding promoveu uma onda de inovações em hardware sem precedentes.

 

Desde 2008 o número de objetos conectados com a internet e entre si já é maior do que a população global. Ao mesmo tempo em que a internet das coisas evolui, crescem os debates sobre a forma como isso vai impactar nossas vidas: até que ponto a privacidade domiciliar será invadida pelos softwares? Como as marcas vão se utilizar dessas funcionalidades para interferir em nossas decisões? Quais os impactos sociais e ambientais que tamanho desenvolvimento irá trazer? Enquanto nos perguntamos, o futuro já chegou. O filme do futuro estreia hoje.

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