Já minerou hoje? Saiba o que é essa tal da Bitcoin

December 27, 2017

 

 

Vamos do começo. Assim como o nosso real, a Bitcoin também é uma moeda usada na aquisição de todo tipo de produtos e serviços, mas com duas características bem diferentes: 1) ela não existe fisicamente, é totalmente virtual; e 2) sua emissão não é controlada por uma autoridade central, como um governo ou banco. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar Bitcoins.

No processo de criação de uma Bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha recebe determinada quantia da moeda. O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, atualmente definida em no máximo 21 milhões de unidades até o ano de 2140. Esse limite foi estabelecido pelo próprio criador da Bitcoin, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto, que, até hoje, nunca teve a identidade comprovada.

De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido. Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. Depois, com o aumento do número de interessados, a tarefa se tornou possível apenas para quem tinha super máquinas. Hoje em dia existem até computadores que já são criados para isso, como o Avalon ASIC.

Além da mineração, é possível possuir Bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas. As moedas virtuais são guardadas em um espaço online chamado de “carteira”, que é criado quando o usuário se cadastra no software.

Depois do cadastro, a pessoa recebe um código chamado de “endereço” para ser utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar uma roupa, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública e a compra não pode ser desfeita.

O número de empresas que a aceitam Bitcoins ainda é pequeno, mas vários países como a Rússia já se movimentam no sentido de “regular” a criptomoeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar Bitcoins como meio legal de pagamento. Enquanto isso, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio.

O valor da Bitcoin segue as regras de mercado: quanto maior a demanda, maior a cotação. Porém a moeda virtual apresenta um histórico de alta instabilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes. Em 2017, o interesse pela Bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, ela valia pouco mais de mil dólares. No início de dezembro, já passava de 10 mil dólares.

Bom demais pra ser verdade? Como não são atreladas a nenhum país ou órgão, as Bitcoins tem um imenso potencial para se tornarem verdadeiramente globais. Elas permitem transações rápidas, garantem anonimato e possuem poucas taxas. Mas nem tudo que reluz é ouro. Ainda em fase embrionária, as tais criptomoedas geram muitas incertezas e inseguranças em possíveis investidores e usuários. Além disso, cada vez mais se tornam menos acessíveis, devido a estrutura tecnológica e intelectual necessárias.

Agora resta esperar para saber se essa nova febre monetária das criptomoedas irá crescer e modificar a economia como a conhecemos ou se é apenas mais uma bolha, no melhor estilo esquema de pirâmide, prestes a estourar. 

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